O longo adeus

Editores e autores por séculos conspiraram e lutaram por palavras, sentenças, capítulos, fontes, ilustrações, papel, diagramação,  material,  contracapa. Decisões de publicação fizeram uma importante diferença na literatura a cada século. Uma lógica editorial está por trás do desejo de Descartes de que o Discurso sobre o Método tivesse um formato inusualmente pequeno. O editor de A Cartuxa de Parma queria publicá-la rapidamente e necessitava que não tivesse muitas páginas. Stendhal concordou em reduzir o final  (uma falha notada por Balzac). G.B. Shaw insistiu em um tipo específico (“Ficarei com Caslon até morrer”, ele disse, sendo Caslon a mesma fonte que Benjamin Franklin usou na Declaração de Independência – dos Estados Unidos). Edmund Wilson, numa ordem incomum. John Updike, em todos os aspectos físicos de seus livros.  Se você fala da morte dos livros, você está falando da extinção de uma cultura comum de escolha, correção, revisão e apresentação. Se você fala do futuro dos livros, deve de alguma maneira antecipar como isso deve continuar.

(The Long Goodbye –   The Book Business and its Woes)

About Alexandre Rodrigues

Alexandre Rodrigues não acredita no terceiro segredo de Fátima.
This entry was posted in literatura. Bookmark the permalink.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s