Como bancar o bobo no Rio de Janeiro.

Aos seis minutos e trinta e nove segundos.

Ler qualquer coisa em público é um suplício para mim. Desta vez foi pior. Na platéia, estava Luis Fernando Verissimo. Mas não gaguejei e ainda aproveitei para um justo agradecimento. Quando criança, às vezes passava dias na casa de dois tios, idosos, na Penha, onde não havia muito (= nada) para uma criança se distrair. Mas em um nicho no quarto, atrás de uma cortina, havia duas pilhas de antigas revistas de domingo do Jornal do Brasil.

Não me interessava bem pelas revistas, mas pelas últimas páginas. Os textos eram quase sempre engraçados, muito diferentes de qualquer crônica que saía no jornal. Eu lia, relia, relia, relia a cada visita as mesmas crônicas. Salvaram alguns dias que de outro modo seriam um tédio completo.

Foi legal dizer isso a ele. Ao voltar ao meu lugar, fiz uma reverência, que LFV pensou ser um cumprimento e aí ficamos em um impasse. Mas foi rápido e depois me dei conta. Ainda bem. A última coisa que ia querer era fazer ele também bancar o bobo.

About Alexandre Rodrigues

Alexandre Rodrigues não acredita no terceiro segredo de Fátima.
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