Outra vez a metafísica

I

Quando penso em egolatria, acabo sempre em Roberto Marinho. Roberto Marinho criou uma fundação enquanto era presidente da Globo e pôs nela o próprio nome. Não um nome genérico ou uma homenagem a um parente – o mais normal. O dele mesmo. Por mais de duas décadas os dois – a fundação e Roberto Marinho – existiram ao mesmo tempo. Jamais, pelo menos publicamente, houve arrependimento. Eis um homem que tinha a si mesmo em grande conta. De vez em quando me pego pensando em como foi que anunciou tudo.

– Então está certo. A Rede Globo vai ter uma fundação. E quanto ao nome?

– Que tal Fundação Madre Teresa de Calcutá?

– Mahatma Ghandi!

– Não sei. Andei pensando em Fundação Roberto Marinho.

– Magnífico!

– O senhor é um gênio, doutor Roberto!

– Parabéns, chefinho.

– Não consigo imaginar um nome melhor.

– Nossa, estou até excitado!

Claro, é um fato menor diante da lembrança de que Bon Jovi batizou não apenas a própria banda como o primeiro disco com seu nome.

********

II

Por que será que sempre perco as tampas de adoçante?

About Alexandre Rodrigues

Alexandre Rodrigues não acredita no terceiro segredo de Fátima.
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