Foster Wallace

He wrote about the maddening impossibility of scrutinizing yourself without also scrutinizing yourself scrutinizing yourself and so on, ad infinitum, a vertiginous spiral of narcissism – because not even the most merciless self-examination can ignore the probability that you are simultaneously congratulating yourself for your soul-searching, that you are posing.

Indo além desse trecho do tributo ao David Foster Wallace feito pela Salon, de vez em quando surge alguém cujo valor é meio que esbofetear o leitor e dizer “sim, isso aqui é possível. As regras são essas”. Talvez fosse mesmo extremamente narcisista, como aponta a Salon, ou auto-indulgente, como diz nesse post Sérgio Rodrigues. Às vezes era simplesmente chato.

Mas o fato é que originalidade nesse nível acarreta mesmo alguns exageros e não se encontra senão de muitas em muitas décadas. Dois escritores nos últimos anos tiveram a capacidade de mudar tudo o que eu pensava da literatura: Kurt Vonnegut pela  simplicidade, auto-paródia e singeleza ao extremo e Foster Wallace, ao contrário, pela verborragia, exuberância e egolatria. Ambos foram suicidas (Vonnegut, um mal-sucedido) e me lançam dúvidas sobre se a angústia na escrita não é sinal de um inevitável descontrole sobre si mesmo.

Reproduzindo o comentário do Mojo no post abaixo, o suicídio faz todo o sentido. Só não queríamos que acontecesse.

About Alexandre Rodrigues

Alexandre Rodrigues não acredita no terceiro segredo de Fátima.
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