A estrada (The road)

Não há nenhum profeta na longa crônica da terra que não esteja sendo homenageado aqui hoje. Qualquer forma que você usou para se referir a você mesmo estava certa.

Difícil explicar o impacto de A estrada (The road) sem recorrer à palavra: devastação. É impossível escapar à sensação de se sentir dilacerado.

Cormac McCarthy foi brilhante ao fazer de uma história simples, bem simples até (pai e filho caminham por uma estrada em um mundo devastado por algo que sugere ter sido uma hecatombe nuclear), uma narrativa pungente e dolorosa e que, como já havia ressaltado o Firpo, parece existir independentemente de se tratar de uma obra literária, como se continuasse mesmo quando as páginas chegam ao fim.

Merece cada elogio, cada prêmio recebido. Direto sem querer ser seco ou irônico, triste sem sentimentalismos, confortante sem pieguice. É um livro terrivelmente bem escrito, cheio de trechos que provocam o tempo todo a vontade de decorá-los. Me sinto incapaz de abandoná-lo por muito tempo. Talvez a força das palavras permaneça para sempre.

About Alexandre Rodrigues

Alexandre Rodrigues não acredita no terceiro segredo de Fátima.
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