
Sensacional isso aqui: fotos – do arquivo da revista Life – de estrelas da música nos anos 70 nos lares de pais ou avós.

Sensacional isso aqui: fotos – do arquivo da revista Life – de estrelas da música nos anos 70 nos lares de pais ou avós.
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Aqui e nos Estados Unidos.
Trecho do editorial do Estadão de ontem sobre o pacote de ajuda aos bancos ter sido aprovado pelo Congressos norte-americano:
“O novo pacote incluiu também reduções de impostos para empresas, um incentivo fiscal para produção de filmes nos Estados Unidos e medidas para empregadores estimularem o uso de bicicleta por funcionários, além de outros presentinhos. Foi mais um projeto convertido em árvore de Natal. Na quarta-feira, o texto foi aprovado com grande folga pelos senadores, por 74 votos a 25″.
O mundo derretendo e os senadores encontraram tempo para discutir o futuro do cinema americano? Não. Lobby. Quem exigiu um artigo assim sabia que naquele momento até uma lei que mudasse o nome de Washington para Stalintown iria ser aprovada se estivesse dentro do pacote de ajuda.
Não há muita diferença entre o Senado americano e a Câmara de Porto Alegre, afinal. São espaços divididos entre os pusilânimes e os irrelevantes. Político brasileiro não é pior que os outros. Todos são políticos.
Uma boa explicação para os mercados continuarem caindo depois da aprovação do pacote, desconcertando analistas (haha) e especialistas (hahahahahaha), é essa: não bastava ter que lidar com Bush, Paulson e Bernanke, todos muito abaixo da capacidade de lidar com essa crise. Não bastava ver a Presidência americana transformada em um cargo decorativo no meio da pior crise financeira em décadas – até o próximo presidente tomar posse o cargo de fato é do secretário Henry Paulson.
Esta semana, descobriu-se que o sistema está e vai continuar – se os 700 bilhões não bastarem – nas mãos de políticos que vêem o mundo pegar fogo, mas dizem “Ok, já que todo mundo pode ficar pobre eu vou votar a favor dessa lei aí, da economia e dos empregos, mas veja bem: exijo um orelhão na minha rua”.
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Fui acordado hoje por uma ligação a cobrar. Mal atendo, uma voz feminina do outro lado começa a gritar que foi roubada e que é refém. Sonolento, tento conversar, mas ela grita. Então uma voz masculina assume o telefone:
- Ela está comigo. Se desligar o telefone, ela morre.
Fico em silêncio.
- Ouviu?
- Quero falar com ela – eu digo.
Ela volta ao telefone.
- Helena?
- Oi (gritos descontrolados da mulher).
- E você, Helena?
- Sou.
- Quem?
- Eu, a Helena.
Volta o homem.
- Se você desligar, vou executá-la.
- Idiota – eu digo -, ela não se chama Helena, está no… e não vou cair nessa.
Ainda dá tempo para algumas referências desrespeitosas à mãe dele, que desliga com um palavrão. Me ponho a avisar os pais de ambos os lados. Vem então a insegurança. Será que estava mesmo certo e não era ela? Será que o sono não me enganou? Será que ela não estava nervosa e se confundiu e agora eu tinha posto tudo a perder? Ela saiu de madrugada para a viagem. Coloquei-a no táxi e ficamos de nos falar na chegada. Por uma maldita coincidência, esta é a manhã em que um ladrão ordinário resolveu me chantagear. A sensação perdura até que, somente horas depois, confirmo que ela está bem e participando de um seminário.
Mudo o número do telefone ao mesmo tempo em que conto o caso aos mais próximos. Começo a receber relatos de ataques semelhantes ocorridos há pouco tempo. Como em cada acontecimento violento (furtos, assaltos, sequestro-relâmpago), há uma série de vítimas mais ou menos em volta. É assim que acabamos: fatia-se uma estatística em crimes reais e, fora uns bem absurdos, todos estão por perto.
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Fotos de casas de madeira na Sibéria.
De chorar de bonitas. Só aumentam a certeza de que a grande viagem a ser feita é essa aqui.
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3 – Não se iluda, não resista: você aprenderá um novo e inusitado esporte. Quase sem perceber. Chegará a madrugada em que, ainda inseguro com as regras enigmáticas, porém não querendo deixar de impressionar os amigos, berrará:
- Foi um frau!
- Um frau?
- É. Olha ali. O Flengord está meio metro fora do lugar.
Todos olharão para você com estranheza.
Texto meu no Impedimento. Continua aqui.
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The young woman who walked into Pinnacle’s Vienna office in 2004 said her boyfriend wanted to buy a house near Annapolis. (…) On the day of the settlement, she arrived alone. Her boyfriend was on a business trip, she said, but she had his power of attorney. Informed that for this kind of loan he would have to sign in person, she broke into tears: Her boyfriend actually had been serving a jail term. Not a problem. Almost anyone could borrow hundreds of thousands of dollars for a house in those wild days. Connelly agreed to send the paperwork to the courthouse where the boyfriend had a hearing. As it happened, he was freed that day. Still, Connelly said, “that was one of mine that goes down in the annals of the strange.”
Ótima até não mais poder essa série The bubble, do Washington Post, sobre a crise imobiliária americana.
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Fotos dos 61 quartos do hotel Fox, em Copenhague. No lançamento do Fox na Dinamarca, a Volkswagen convidou 21 designers e ilustradores para transformar cada quarto do antigo Park Hotel. O resultado em geral é exagerado, mas tão diferente de um quarto de hotel convencional que dá para relevar que se trata de algo criado para divulgar um carro.
** Adendo: Mas se a Volks, em vez de gastar em promoções, gastasse em segurança no Fox, oito pessoas ainda teriam todos os dedos das mãos.
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Numa lista de melhores do mundo, o suplemento literário do The Guardian pôs a livraria El Ateneo, de Buenos Aires, em segundo lugar. Escolha justa, sinal de que, em vez de ficar se valendo apenas das atrações tradicionais, a capital está sempre criando novas para o turismo. Não duvidaria de saber que algumas megastores do Brasil têm um acervo maior, mas qual delas funciona dentro de um prédio tão bonito como o do antigo teatro da Ateneo?
No Brasil, como nos Estados Unidos, predominam as megastores, uma praga com espírito de supermercado. Ainda assim há uma loja americana na lista, a Secret Headquartes, de Los Angeles, que, depois de ver uma foto do interior, deu vontade de conhecer. Nenhuma brasileira.
Por falar em livrarias daqui, algo está acontecendo no Rio. Semanas atrás visitei as três lojas da Livraria da Travessa no centro em busca de um livro para dar de presente. Finalmente o encontrei no estoque da livraria na Travessa do Ouvidor, um lugar que, como as outras duas, surpreende pela qualidade do acervo, vendedores que, vejam só, entendem de livros e pelo ambiente. Bons livros, boa prateleira de quadrinhos e muita gente comprando. Pelas regras da indústria, não deveria existir um lugar assim. É mentira que todos só queiram preço. Só gente muito pobre de espírito não se sente bem em livrarias.
Voltando a El Ateneo, como bem explica o texto dos ingleses, trata-se de um espaço incomparável. O antigo palco, agora transformado numa cafeteria, é parte do show e as antigas coxias são pequenas salas de leitura. A foto aí em cima foi feita numa visita em 2006. Vários andares de diversão.
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