(ou como acabei me tornando bielorrusso de coração)
A minha relação com a Bielorrússia é dos acontecimentos que posso creditar à predestinação. Em 2004, tinha uma coluna no Popular, do Terra, na qual publicava contos. Embora hoje em dia odeie profundamente quase tudo que pus lá – as primeiras colunas são interessantes, depois fui enchendo o saco - era um bom exercício para manter uma produção constante e desenvolver idéias.
Um dia recebi um e-mail de Katsiaryna Mazurenka, uma estudante de português de Minsk, pedindo autorização para traduzir dois dos contos para o bielorrusso. Absolutamente chocado, aceitei. Os dois contos foram realmente traduzidos e estão online. Tornei-me, conforme foi anunciado, o primeiro autor brasileiro traduzido na Bielorrússia. Chupem eternamente, Jorge Amado e Paulo Coelho.
Já seria um grande feito, mas em 2005 um novo e-mail chegava: Tatiana Sharupich, professora de Katsiaryna, havia gostado dos contos e pedia autorização para traduzir outros e publicá-los numa revista sobre literatura. Inicialmente, seriam dois. Depois, o número subiu para seis. Por fim, em setembro de 2006, a revista Literatura Universal – uma bela publicação em formato de livro – publicou simplesmente ONZE contos, além de uma entrevista comigo.
Este ano – por coincidência um dia depois do convite para publicar o livro aqui no Brasil – um novo e-mail chegou de Minsk. Nastassia Gvozdzeva pedia autorização para uma nova tradução, obviamente dada. Além de O direito ou o esquerdo? – conto incluído no livro -, dois outros, O condomínio e O presente de Natal, que ficaram de fora na seleção final, também foram traduzidos nesta nova leva. Junto, há uma pequena biografia.
Bela sensação essa de se ver em cirílico.
Livro
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Mojo // July 15, 2009 at 2:54 am |
CALMÚQUIA TE AMA