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Archive for May, 2009

Kalyuga.

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Homem e máquina

Li que Will Self ainda usa máquina de escrever.
Escrever à máquina – ele diz – impõe maior reflexão no trabalho. Sem a facilidade de reescrever infinitamente o mesmo texto no computador, costuma pensar mais a respeito antes de escrever. Se deixar para fazer muitas revisões, perderá muito tempo, precisará reescrever páginas inteiras, até a parte [...]

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Chama-se “Veja se você responde a essa pergunta”. Será lançado em julho pela Não Editora.
Resisti o quanto pude a escrever um livro de contos – início de um monte de gente aqui no RS. Não queria partir de um simples apanhado, mas de uma idéia básica.  Esta passou a ser a “coletânea” publicada na Bielorússia [...]

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Ainda a escola x leitura

Um colégio de Caxias todos os anos indicava para a leitura dos alunos, fora os clássicos, apenas livros de autores de uma só editora. Todo início de ano rolava uma Feira do Livro, com presença de alguns autores, e desta se montava a grade de leituras. Pela metade dos anos 90, no dito colégio, caro [...]

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O que posso dizer sobre escola x hábitos de leitura. O tema rendeu posts do Sérgio Rodrigues e do Carlos André Moreira, que discutem se a escola afasta leitores.
Um lado da minha família é intelectual. Avô foi maestro e, como vice-presidente da Ordem dos Músicos, estava na lista de cassados pelo Ato Institucional número 1, [...]

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O longo adeus

Editores e autores por séculos conspiraram e lutaram por palavras, sentenças, capítulos, fontes, ilustrações, papel, diagramação,  material,  contracapa. Decisões de publicação fizeram uma importante diferença na literatura a cada século. Uma lógica editorial está por trás do desejo de Descartes de que o Discurso sobre o Método tivesse um formato inusualmente pequeno. O editor de [...]

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Sob a luz da Física

(estava) Dormiu no táxi. (em) Acordou em Alvorada. (constante) Matou o taxista. (movimento) Fugiu feliz.
(140 vezes)

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O título é uma referência a uma condição ficcional burocrática que envolve múltiplas formas de causas imoral e ilógica. O ardil expõe o alto nível de absurdo da novela, na qual o nonsense burocrático é elevado ao nível no qual os ardis são codificados com números.
Um trecho publicado numa revista foi recebeu originalmente o [...]

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American Hell.

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Enquanto escrevia “As cuecas do senhor Epaminondas estão sujas”, um olho surgiu no dorso de minha mão esquerda. Acho que tinha terçol.
Fiz um twitter só de ficção. A idéia é escrever 140 posts – se as idéias durarem tanto – e acabar. Mas para não acabar antes este é um projeto aberto. Quem quiser publicar [...]

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Urbanidade

Seis da tarde, porta do prédio.
Preciso pegar o ônibus. O ponto está a três quadras. Chove. Não tenho guarda-chuva. Essa porra de chuva não pára – comento com um vizinho. Ele leva um amigo ao portão. O amigo encara a chuva. Tenta pegar um táxi, que vai embora.  Vai numa direção, mas aponto: tem um [...]

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James Joyce

Homem anda por Dublin. Nós seguimos em detalhe cada minuto do seu dia. Ele provavelmente twitta demais.
(Ulysses via Twitter)

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Queria saber desenhar.
Sou incapaz de fazer um cachorro pelo menos remotamente parecer com um de sua espécie. A frustração é maior por causa da quantidade de amigos desenhistas ou que desenham e fazem música ou desenham e escrevem. Estão sempre à minha volta exibindo talento.
Enfim, não me atrevi a castigar o mundo com um desenho [...]

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Isso sim é uma fofoca.

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